UTILIZAÇÃO DO MÉTODO I.A.P.I. PARA IMPLANTAÇÃO DE TRILHA INTERPRETATIVA NA RPPN FAZENDA DA BARRA, BONITO – MS.

11 de Outubro de 2008, 0 comentário
A interpretação ambiental envolve a tradução da linguagem técnica de uma ciência natural ou áreas afins para uma linguagem simples para pessoas comuns. Essa tradução pode ser feita através de trilhas interpretativas que além de informativas, têm o papel de distribuir a emoção do visitante durante todo o percurso, e incentivá-lo a apreciar a área visitada como um todo (Magro T. C. & Freixedas V. M., 1998. Circular Técnica IPEF, 186:1-7). Este trabalho teve como objetivo realizar a interpretação ambiental da “Trilha da Barra”, presente no interior da RPPN Fazenda da Barra, que possui 88 ha e está localizada no Município de Bonito – MS. A trilha possui 1,26 km na mata ciliar e 3,5 km, realizados de bote no Rio Formoso, até a sua foz com o Rio Miranda.
O método utilizado para a escolha dos pontos de interpretação foi o IAPI (Indicadores de Atratividade de Pontos Interpretativos), descrito por Magro & Freixedas (1998, op. cit.). Seguindo este método foi realizado o levantamento dos pontos potenciais para a interpretação; seleção de indicadores; elaboração de ficha de campo; aplicação da ficha; e seleção final dos pontos. O tema escolhido foi “Mata ciliar e a proteção dos recursos hídricos”, devido ao fato da trilha estar implantada na mata ciliar e no Rio Formoso, além da importância do tema para a conservação.
Os indicadores usados para escolha dos pontos de interpretação, em ordem de importância, foram: paisagens conspícuas relacionadas a água (meandro abandonado, foz do Rio Formoso); presença de água; “decks”, mirantes ou passarelas construídas; visualização de fauna aquática e avifauna; visualização do fenômeno da piracema; observação em primeiro e segundo plano de paisagens características das tipologias vegetacionais existentes (mata ciliar e cerradão); árvores representativas da região.
Após a aplicação do método, foram selecionados 12 pontos onde estarão posicionadas as placas de interpretação. Além disso também foram escolhidas 11 árvores, comuns na região, as quais receberão placas de caracterização e identificação. O método IAPI, que considera valores estéticos e outros atributos, se mostrou eficiente, tornando a escolha de pontos de interpretação mais simples e objetiva.
Este resumo foi publicado pelos pesquisadores Angela Pellin, Hamilton de Menezes Fernandes e Sandro Marcelo Scheffler no 3º Simpósio de Áreas Protegidas.