Monitoramento Ambiental

15 de Janeiro de 2009, 0 comentário
   O termo monitoramento, há muito tempo tem gerado discussão. Acredita-se que atualmente esteja sendo utilizado de forma indiscriminada e muito ampla, o que tem levado alguns autores a discutirem seu significado, assim como o emprego correto da técnica (Ferreira, 1997b). Conforme Pellin (2002) este foi definido na conferência de Estocolmo, em 1972, como “um sistema contínuo de observações, de medidas e avaliações para propósitos definidos” os quais devem ser delimitados em função da administração ambiental.
   Segundo Porréca (2001) monitoramento é o estudo e o acompanhamento contínuo e sistemático de situações específicas, cujas condições desejamos identificar, avaliar e comparar. Desta forma é possível estudar as tendências ao longo do tempo, ou seja, verificar as condições presentes, projetando situações futuras.
   Portanto o Monitoramento Ambiental não é uma simples coleta ou levantamento sistemática de dados, mas sim um levantamento sistemático no qual é assumido que existe uma razão específica para a obtenção das informações, naquele dado período de tempo (Ferreira, 1997a), ou seja é necessário ter um propósito no monitoramento, que não seja apenas a coleta de dados (Rodrigues, 2002). Portanto o monitoramento ambiental normalmente visa perceber o impacto de determinado processo no ambiente natural e estabelecer formas de manejo destes impactos.
   O modelo de um Programa ideal de Monitoramento exposto por Hellawel (1994) segue as seguintes etapas: características da área são analisadas; feições e sinais - chave são identificados; métodos são definidos; monitoramento é conduzido; sinais são registrados; e ação é empreendida.
Incluindo as diretrizes deste modelo ideal de Programa de monitoramento várias metodologias já foram desenvolvidas e propostas na literatura com intuito de manejar o impacto dos visitantes, e sua escolha depende dos objetivos que se quer alcançar.
   Dentre estas metodologias, as mais utilizadas atualmente são aquelas que reconhecem o componente sócio - político subjetivo e tem conduzido ao desenvolvimento de estruturas alternativas de planejamento e manejo, se preocupando menos com o número máximo de visitantes que visitam a área e mais com a maneira como essa área é utilizada e o comportamento do visitante (Takahashi, 2001a).
   As principais metodologias que podem ser citadas são: Limits of Acceptable Changes (Limite Aceitável de Câmbio)- LAC proposta por Stankey et al., 1985); Visitor Impact Management (Manejo de Impacto de Visitantes) – VIM (Kuss et al., 1990); e mais recentemente o Visitors Experience and Resource Protection (Proteção dos recursos e experiência do visitante) – VERP (NATIONAL PARK SERVICE, 1995 citado por, Takahashi, 2001b).

Este fragmento de texto foi retirado da Revisão Bibiográfica do Trabalho de Concusão do Curso de Especialização em Ecoturismo: Interpretação e Planejamento de Atividades em Áreas Naturais que eu terminei em 2008.