Oi pessoal!
Hoje terminou o evento do Ministério público aqui em Bonito e as discussões foram muito interessantes. Os promotores públicos discutiram seu papel na busca pela preservação e conservação da natureza na América Latina e eu fiquei muito lisonjeada em ter sido convidada para contribuir com o evento falando sobre a NBR ISO 14001:2006 e sua ligação com requisitos legais, ou seja, o cumprimento da legislação ambiental. O evento foi prestigiado e as reflexões foram profundas - inclusive espero ter conseguido contribuir com os congressistas.
Percebo que a discussão ambiental ganha um novo peso a cada dia que passa - deixando de ser tema "eco-chato" ou "eco-xiita" para ganhar status de plataforma polÃtica como pressuposto para desenvolvimento econômico. Até mesmo aqui no Mato Grosso do Sul, após muita dificuldade e empenho de alguns ativistas, o tema vem sendo tratado com mais naturalidade...
Aà hoje li o post que o Efraim publicou e achei que valeria a pena divulgar aqui também:
"No século 19 o ministro Feijó promulgou uma lei, pressionado pelo governo britânico, proibindo o tráfico de escravos, declarando livres os escravos chegados aqui e punindo severamente os comerciantes. O fato criou a expressão âpara inglês verâ, porque na verdade o comércio continuou e uma vez que os escravos chegavam aqui, não havia jeito de distinguir os chegados dos que já estavam.
Aprendemos o conceito e até ampliamos seu uso para muitas outras áreas. Fazemos de tudo para inglês ver. Esta é a solução ideal para satisfazer conflitos de interesse.
(...)
Temos também educação ambiental para inglês ver, onde o pic-nic no gramado é travestido de âexperiência lúdica ambientalâ satisfazendo tanto os pais que querem uma educação ambiental real quanto os que preferem sua parte em preparo para o vestibular.
Temos enorme dificuldade em assumir posições que levem a conflitos. A hipocrisia contida nestas soluções âpara inglês verâ cumpre esta função mas também evita que a exposição de conflitos leve ao amadurecimento do tecido social.
A solução para isto é dar nome aos bois, colocar o preto no branco e fazer pão, pão, queijo, queijo. Há muitos jeitos, mas são pouco usados, eles estão só mesmo para inglês ver."
E a�! Será que estamos todos prontos para assumir papéis e os resultados disto?! Nesse contexto vejo que o Ministério Público e os Promotores de Justiça estão dando passos importantes... E você está?
Hoje terminou o evento do Ministério público aqui em Bonito e as discussões foram muito interessantes. Os promotores públicos discutiram seu papel na busca pela preservação e conservação da natureza na América Latina e eu fiquei muito lisonjeada em ter sido convidada para contribuir com o evento falando sobre a NBR ISO 14001:2006 e sua ligação com requisitos legais, ou seja, o cumprimento da legislação ambiental. O evento foi prestigiado e as reflexões foram profundas - inclusive espero ter conseguido contribuir com os congressistas.
Percebo que a discussão ambiental ganha um novo peso a cada dia que passa - deixando de ser tema "eco-chato" ou "eco-xiita" para ganhar status de plataforma polÃtica como pressuposto para desenvolvimento econômico. Até mesmo aqui no Mato Grosso do Sul, após muita dificuldade e empenho de alguns ativistas, o tema vem sendo tratado com mais naturalidade...
Aà hoje li o post que o Efraim publicou e achei que valeria a pena divulgar aqui também:
"No século 19 o ministro Feijó promulgou uma lei, pressionado pelo governo britânico, proibindo o tráfico de escravos, declarando livres os escravos chegados aqui e punindo severamente os comerciantes. O fato criou a expressão âpara inglês verâ, porque na verdade o comércio continuou e uma vez que os escravos chegavam aqui, não havia jeito de distinguir os chegados dos que já estavam.
Aprendemos o conceito e até ampliamos seu uso para muitas outras áreas. Fazemos de tudo para inglês ver. Esta é a solução ideal para satisfazer conflitos de interesse.
(...)
Temos também educação ambiental para inglês ver, onde o pic-nic no gramado é travestido de âexperiência lúdica ambientalâ satisfazendo tanto os pais que querem uma educação ambiental real quanto os que preferem sua parte em preparo para o vestibular.
Temos enorme dificuldade em assumir posições que levem a conflitos. A hipocrisia contida nestas soluções âpara inglês verâ cumpre esta função mas também evita que a exposição de conflitos leve ao amadurecimento do tecido social.
A solução para isto é dar nome aos bois, colocar o preto no branco e fazer pão, pão, queijo, queijo. Há muitos jeitos, mas são pouco usados, eles estão só mesmo para inglês ver."
E a�! Será que estamos todos prontos para assumir papéis e os resultados disto?! Nesse contexto vejo que o Ministério Público e os Promotores de Justiça estão dando passos importantes... E você está?


