Cultura Kadiwéu

16 de Dezembro de 2009, 0 comentário
Olá pessoal,

Pensando nos elementos motivadores das viagens, destacaremos, a cultura como peça fundamental, pois é através dela que conseguimos entender e conviver nem que seja por algum instante o modo de vida das diferentes sociedades. Para tanto, busquei valorizar a cultura indígena predominante na região de Bonito.
A arte Kadiwéu é a maior representatividade da cultura de uma sociedade, para muitos estudiosos, os desenhos e as pinturas corporais contam através dos traços esboçados sobre a pela, à história de um povo, marcado por índios cavaleiros e mulheres com um impressionante dom artístico.
Antigamente as pinturas corporais eram usadas para simbolizar a hierarquia existente, onde cada indivíduo retratava sua casta. Analisando de cima para baixo, relacionaremos desta maneira as variações das castas, onde constará o grau mais elevado, para tanto, teremos os nobres chamados de capitães, considerados “kadiwéu puro”, normalmente estes são associados por um conselho, formados por homens mais velhos e experientes. Posteriormente, os cativos que representam quase que a totalidade da tribo, denominados por serem mestiços. È possível diferenciá-los, através das linhas tracejadas e delineadas no corpo. Contudo existe um tipo de pintura para o homem e outro para mulher, desenhadas em lugares específicos do corpo. No primeiro pinta-se somente o rosto, enquanto nelas pode-se pintar o rosto e o corpo até a altura da cintura. Porém esse processo pitoresco só pode ser realizado por mulheres.
Além das pinturas corporais a iconografia kadiwéu aparece no couro, na cerâmica, em vasos e pratos. Possui uma característica bem peculiar, pois as composições dos desenhos são baseadas num gênero abstrato, composta por linhas e curvas, geralmente se utilizam de formas geométricas, na construção dessas artes.
As cerâmicas exigem mais tempo para confecção das peças, pois as índias precisam adquirir barro e assim produzi - lá. Este processo é um pouco exaustivo, pois exige muito empenho. Primeiramente, é preciso adquirir o barro vermelho destinado às cerâmicas para o comércio e o preto, devido sua maior resistência para elaboração de vasos para armazenamento de água, utilizados em casa. Estes são retirados na área da aldeia. Em seguida este elemento é misturado com terra, cerâmica triturada ou cinza, até alcançar a consistência desejada. Desta massa transformam-se roletes que serão usados na montagem da peça, a artesã vai moldando até atingir o formato desejado, Com uma linha de caraguatá é feito a demarcação das áreas a serem pintadas. A peça é levada ao fogo, com ela ainda quente, se passa um resina extraída do pau-santo e almécega, nos locais onde serão pintados de preto. Para as demais cores se fazem necessários outros tipos de barros. (VIDAL, 1992)
É importante ressaltar as dificuldades na comercialização das peças, pois as pessoas não agregam valor, s, talvez por não souberem os estágios pelos quais as cerâmicas foram sujeitadas, até alcançar o resultado final.