Bionúcleo na África do Sul

15 de Setembro de 2013, 0 comentário


Este ano de 2013 está sendo muito importante para a Bionucleo porque estamos trabalhando para expandir fronteiras de aprendizado e de mercado de atuação. Em abril eu estive na China e agora estou na África do Sul, em Cape Town, em uma temporada de 6 meses, que tem dois grandes objetivos (1) aprender inglês e (2) identificar boas práticas de gestão de sustentabilidade, especialmente em empresas do segmento turístico.

O conceito de sustentabilidade é bastante amplo e, quando uma empresa decide que irá implantá-lo em suas atividades cotidianas, como uma linha estratégica, ela passa por diferentes etapas de amadurecimento que exigem muito compromisso e responsabilidade por parte de seus gestores.  Pequenas, médias ou grandes empresas enfrentam dificuldades e resistências internas e externas constantes porque é preciso vencer um modo de pensar e de fazer/produzir que já está há séculos funcionando. Trata-se de uma quebra de paradigmas, ainda mais em um pais como o Brasil, onde recursos naturais sempre foram abundantes (com exceção de algumas regiões). Convencer os colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores de que é preciso se preocupar com a escassez dos recursos naturais, o bem estar das equipes e a vida da comunidade no entorno da empresa, é um grande desafio.

Neste contexto, as empresas que trabalham no segmento turístico brasileiro precisam se preocupar mais ainda com a questão. Afinal para que uma cidade ou região torne-se um destino turístico é preciso que haja uma conjunção de serviços e produtos turísticos, aliados a serviços públicos adequados (segurança, saúde, vias de acesso, coleta e tratamento de resíduos, por exemplo) e beleza cênica.  A competitividade dos destinos está ligada a uma serie de fatores, como bem avalia o Ministério do Turismo, com seus indicadores periódicos, aplicados aos destinos indutores.

Aos poucos os empreendedores estão percebendo que a sustentabilidade de seus negócios depende de inúmeros fatores, mas principalmente de gente. O turismo precisa de qualidade de serviços e isso está ligado as pessoas que atendem aos telefones, servem as mesas, conduzem veículos, vendem pacotes, guiam em trilhas e atendem na lojas. É preciso que estas pessoas estejam se sentindo bem, que tenham moradias dignas, alimentação, descanso e lazer adequados. É preciso que sintam gente. As pequenas, medias e grandes empresas não podem resolver os problemas que cabem ao Estado, mas podem garantir um ambiente de trabalho saudável e digno. Também podem promover pressões sociais e políticas e, algumas vezes podem apoiar iniciativas do terceiro setor que promovam o fortalecimento do ser humano ou a preservação ambiental.

Sustentabilidade empresarial também envolve repensar processos, desperdícios de tempo, movimento, energia, pessoas.... Reutilização de recursos. Apurar a gestão do negócio. Profissionalizar e otimizar recursos.

Nada disso é fácil fazer, por isso é tão importante conhecer exemplos de empresas que conseguem de alguma forma ter um bom desempenho diante destes novos indicadores de desempenho. Essa é minha busca na África do Sul e países vizinhos... Conhecer e identificar boas praticas de gestão de sustentabilidade. Por que a África do Sul?! Por que esse país tem mais de 100 anos de turismo voltado para observação de fauna e flora, enfrentando grandes desafios e descobrindo soluções.

O material recolhido será publicado em fragmentos aqui no Blog e, quem sabe, mais tarde se torne uma publicação... Sonhos!


Esperamos que gostem!!