6º Salão de Turismo - Parte V

27 de Julho de 2011, 0 comentário

Olá pessoal!

Dando continuidade aos relatos sobre os eventos que participamos no 6º Salão de Turismo – Roteiros do Brasil, falarei hoje da Oficina de Capacitação Para Atendimento ao Público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Transgêneros e Travestis), da qual participamos no dia 13/07. A Oficina foi conduzida por Heitor Ferreira Filho - Diretor de Marketing da Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes/ABRAT-GLS e é consultor de empresas, coach executivo, pessoal e quântico e um dos sócio-fundadores e diretor de marketing da GTB - Gay Travel Brasil, operadora de turismo baseada no Rio de Janeiro, com mais de 11 anos de experiência no mercado GLS.

Na Oficina foram apresentados dados sobre este mercado que se mostra em franco crescimento no Brasil e no mundo. Segundo os dados mostrados por Heitor o crescimento no Brasil é de 27% e no mundo de 20%. Ainda sobre o tamanho do mercado os dados mostraram que 18 milhões de brasileiros são Gays (10% da população). Esses, normalmente gastam 30% a mais e viajam 4,6 vezes ao ano enquanto os heterossexuais viajam 1,4 vezes ao ano. Somente esses dados já justificariam a criação de produtos e serviços com o diferencial que esses consumidores necessitam e/ou desejam.

Heitor chama a atenção com relação à criação e oferta de produtos chamados Friendly. Ele diz que isso não pode se tratar somente da colocação de bandeirinhas e cata-ventos com as cores do arco-íris em frente a estabelecimentos comercias e espalhados por ruas das cidades ou Destino Turísticos. Esse conceito de respeito a diversidade deve ser verdadeiro e estar inserido na comunidade receptora pois, quando isso não for verdadeiro será fatalmente sentido pelo público LGBT que nunca mais voltará ao lugar, ou neste caso, ao não lugar, e ainda fará propaganda negativa do Destino aos seus pares.

Na Oficina foram mostrados resultados de pesquisas feitas com operadoras e agências de viagens especializadas em turismo LGBT mostrando que o perfil dos turistas do segmento é composto por pessoas solteiras, sem filhos e pertencentes às classes média e alta. Com isso, suas despesas mensais fixas são mais baixas e o maior poder de compra faz deles consumidores potenciais de viagens e lazer.

Vimos ainda que o posicionamento de um Destino LGBT Friendly deve considerar as seguintes características:

- Consumer Insight: profunda descoberta a respeito das motivações do consumidor que possa ser utilizada como alavanca para o objetivo definido anteriormente, explicando o porquê do comportamento do consumidor. Está relacionado a emoções que o produto ou serviço provoca ou tem intenção de provocar no consumidor.

- Criação e adequação do produto turístico: Os equipamentos, turísticos devem ser adequados ao que os consumidores LGBT necessitam, sonham e desejam. Como é um público com características muito particulares exige atenção especial, não é só colocar uma bandeira colorida.

- Capacitação: As pessoas envolvidas no atendimento desse segmento devem ser preparadas para tal. Devem conhecer as características do público LGBT e saber como se comportar diante do diverso.

- Estratégias de comunicação: Se temos um produto ou serviço adequado, qual a melhor forma de nos comunicarmos sem sermos agressivos e atingirmos nosso objetivo que é despertar no público LGBT os desejos de conhecer o que ofertamos. Que estratégias e veículos de comunicação devemos utilizar?! Onde está este público e como atingi-lo?!

A Oficina trouxe ainda exemplos de empresas que já se posicionam de maneira muito eficiente com relação ao público LGBT, criando produtos e linhas de produtos específicas como é o caso da Aple e da Tecnisa. No caso da Tecnisa chamam a atenção as campanhas publicitárias e a forma de comunicação com o público LGBT para divulgar os produtos feitos especialmente para ele como o anúncio que vemos na imagem abaixo.

É isso pessoal! Temos um grande nicho de consumidores ávidos por produtos e serviços de qualidade e agora resta-nos refletir se estamos ou não realmente preparados para atendê-los e, se não, como podemos nos preparar. A ABRAT-GLS pode ajudar nisso com treinamentos e capacitações.

Seu negócio está preparado para atender o público LGBT e assim conseguir uma fatia do bolo do chamado Pink Money?!

Abraços!